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Japão reforça segurança nas centrais nucleares mas não sabe se elas vão reabrir

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Japão reforça segurança nas centrais nucleares mas não sabe se elas vão reabrir

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Numa altura em que o futuro da energia nuclear é uma incógnita no Japão, a maior companhia energética do país prossegue os trabalhos de reabilitação das centrais nucleares afetadas pelo sismo e o tsunami de março de 2011.

Na maior central nuclear do mundo, a de Daiichi, na região de Fukushima, os operários já terminaram a construção de muros de proteção para os reatores mais recentes e iniciaram as obras nos mais antigos.

Segundo um dos diretores do complexo, “é importante” proteger as instalações de uma eventual catástrofe e os trabalhos em curso garantem a segurança.

A produção de energia nuclear parou no Japão após Fukushima, com mais de 50 reatores a serem encerrados. Uma central retomou este verão a atividade no meio de uma polémica sobre se a falha sísmica onde foi construída está, ou não, ativa.

À beira da recessão – mas recusando medidas de austeridade – e a caminho de eleições antecipadas, o Japão parece querer o fim do nuclear, pelo menos é isso que é exigido nas ruas, mas não encontrou ainda uma solução para o problema energético.