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Possível envenenamento de Arafat

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Possível envenenamento de Arafat

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Em outubro de 2004, a Mukata de Arafat – sede da Autoridade Palestiniana – já estava sob pressão do exército de Israel, há dois anos.

Yasser Arafat estava isolado e a saúde deteriorava-se rapidamente. Na época, os médicos tunisinos de Arafat justificaram o estado debilitado com uma gripe. Mas os aliados já suspeitavam de envenenamento e, nesse mesmo dia, a mulher, Souha, viajou da Jordânia para Ramallah.

Depois de semanas de negociações com Israel, procurou o marido, que não via desde 2001 para o levar com ela para Paris.

A 29 de outubro, Arafat, gravemente doente, viajou de helicóptero de Ramalah para a Jordânia, onde era esperado pelo avião medicalizado que o transferiu para França. Israel autorizou a viagem e o regresso. Arafat acreditava numa rápida recuperação.

Internado no Hospital Militar de Percy, nos arredores de Paris, aumentaram as especulações sobre a estranha doença que lhe acabou com a vida, a 11 de novembro de 2004.

A França, presidida por Jacques Chirac, organizou a despedida oficial com honras de chefe de Estado, a que assistiu o primeiro-ministro da época, Jean Pierre Raffarin, no aeroporto de Villacoublay.

Os restos mortais do velho líder palestiniano foram repatriados para a Cisjordânia.

A 12 de novembro, foi sepultado em Ramalah, e não em Jerusalém, como desejava, devido ao veto de Israel.