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"Eurosindicalismo" contra a austeridade

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"Eurosindicalismo" contra a austeridade

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Unidos contra a austeridade. O eco dos protestos desta quarta-feira também foi ouvido em Bruxelas. Cerca de 40 organizações sindicais de mais de vinte países responderam ao apelo da Confederação Europeia dos Sindicatos.

“Os sindicatos pedem uma mudança de rumo porque acreditam que as soluções adotadas não funcionam”, explica a jornalista Marta Vivas. “Os sindicalistas garantem que as medidas de austeridade estão a arrastar a Europa para a estagnação económica e a recessão. O resultado é mais desemprego, mais desigualdade e menos crescimento”, completa.

“Pelo emprego e pela solidariedade na Europa, não à austeridade” é o mote desta jornada de manifestações, que conta com greves em Portugal, Espanha, Grécia e Itália.

O slogan não é novo. Em maio do ano passado, em Atenas, a Confederação Europeia dos Sindicatos rejeitava os caminhos da austeridade traçados pela União Europeia.

A confederação foi criada em 1973. Atualmente conta com 85 organizações de 36 países europeus. Os objetivos são influenciar o processo de decisão europeu, negociar com o patronato através do diálogo social e organizar ações sindicais.

As jornadas de manifestações europeias dão a entender que existe uma unidade e solidariedade entre os trabalhadores além-fronteiras, mas a ideia de um “eurosindicalismo” choca com as especificidades de cada país. Um dos pontos divergentes é a questão de um salário mínimo europeu tendo em conta as diferenças de remunerações entre os vários países.