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Republicanos não excluem possibilidade de acordo

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Republicanos não excluem possibilidade de acordo

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O Capitólio só assistirá à tomada de posse de Barack Obama a 20 de fevereiro, mas o presidente reeleito dos Estados Unidos deve negociar já com o Congresso para evitar o chamado “precipício fiscal”. Para isso, deve convencer republicanos e democratas a aceitar um plano de redução do défice que deve entrar em vigor no início do ano e que passa pelo aumento de impostos e cortes na despesa.

Se não houver acordo, a economia norte-americana poderá sofrer uma contração de 0,5 por cento do PIB, numa altura em que as previsões apontam para um crescimento de 2 por cento em 2013. Além disso, poderia assistir-se à subida do desemprego para 9,1 por cento. Atualmente, o valor é de 7,9 por cento.

Obama quer acabar com a redução dos impostos para os que ganham mais de 250 mil dólares por ano. O partido republicano está contra mas não fecha a porta a um possível acordo.

Por exemplo, o senador Mitch McConnel é vago:
“O país tem um enorme conjunto de desafios difíceis para os próximos meses. A eleição ficou para trás e estamos prontos para nos lançarmos.”

Alguns republicanos opõem-se a qualquer aumento de impostos, como a congressista Marsha Blackburn. “O que nós queremos deixar claro é que não aceitamos um aumento dos impostos sobre as pessoas”, afirma. “A história provou que se melhorarmos o sistema fiscal, eliminamos certas falhas e, se houver um equilíbrio, aumentamos as receitas.”

John Boehner, o líder da maioria republicana na Câmara dos Representantes, parece mais aberto a um acordo.

O correspondente da euronews em Washington, Stefan Grobe, faz um balanço: “Só na sexta-feira saberemos se os republicanos falam a sério sobre um acordo com os democratas, quando o presidente Obama se encontrar com os líderes do Congresso na Casa Branca. Se não for encontrada uma solução, isso poderá empurrar os Estados Unidos para a recessão. Algo que teria graves repercussões para a Europa.”