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Myanmar liberta mais prisioneiros políticos

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Myanmar liberta mais prisioneiros políticos

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As autoridades da antiga Birmânia começaram, esta quinta-feira, a cumprir a promessa de libertação de 450 presos políticos.

A libertação é possível após a amnistia concedida pelo presidente Thein Sein, mas não há indicação se é extensível a prisioneiros de consciência.

A Associação de Ajuda aos Prisioneiros Políticos teme mesmo que estes casos não sejam contemplados.

A oposição acusa, entretanto, o regime de “cinismo político” ao decidir libertar os prisioneiros a apenas alguns dias da visita de Barack Obama ao país:

“Estão a mentir a Obama dizendo que libertam prisioneiros políticos. Eu não penso que isto esteja relacionado com a visita de Obama, penso que as notícias que sairam no jornal estão erradas – eles não libertaram prisioneiros políticos”, afirma um dos membros da Liga Nacional para a Democracia.

Já a última amnistia, realizada em setembro, tinha suscitado interpretações de oportunismo político. A libertação foi anunciada antes da deslocação do presidente a Nova Iorque e num momento em que a líder da oposição, Aung San Suu Kyi, iniciava um longo périplo pela América.

No último ano e meio centenas de prisioneiros foram libertados no Myanmar, ao ritmo das reformas encetadas pelo regime.