Última hora

Última hora

Protestos transformam-se em confrontos

Em leitura:

Protestos transformam-se em confrontos

Tamanho do texto Aa Aa

Os líderes europeus mantêm-se surdos aos gritos da rua apesar da tensão demonstrada nas manifestações contra a austeridade.
Em Madrid e Barcelona setenta pessoas foram detidas nas primeiras 12 horas da greve geral que, em incidentes de vários tipos, com 34 feridos, entre os quais 18 polícias.

Confederação Europeia de Sindicatos promoveu também uma manifestação que percorreu Bruxelas e as embaixadas dos países mais atingidos pela crise, onde entregou um comunicado contra a crise e a austeridade.

Alguns manifestantes atiraram ovos contra a embaixada alemã.

Mas em Berlim, a Chanceler Angela Merkel fez questão de elucidar que os protestos não irão influenciar o rumo das políticas decididas para fazer face à crise e poder assim dar às pessoas no futuro melhores oportunidades de emprego e mais possibilidades para os jovens e isso sempre tido claramente aos sindicatos, declarou.

Na Grécia as manifestações foram desta vez mais pacíficas do que o habitual.

A greve geral convocada para vários setores durou apenas três horas

O protesto foi organizado pelas principais confederações sindicais da Grécia.

Na última grande contestação os gregos ocuparam cinco edifícios em protesto pelos planos de despedimentos de 25 mil funcionários públicos até ao final de 2013 e vários municípios começaram uma campanha de desobediência contra o Governo, recusando-se a enviar uma lista de pessoas para a demissão.

Os advogados e os juízes participaram na greve, que manterão durante toda a semana.

Os professores de todos os níveis educativos três horas para denunciar a baixa dos salários, anunciando o fecho de duas mil escolas e o corte no orçamento da Educação.

Os hospitais públicos atenderão só urgências nesse período, alguns comboios deixaram de funcionar.