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A indignação jordana virou-se contra o rei Abdullah

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A indignação jordana virou-se contra o rei Abdullah

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“O regime tem de cair”, é a frase que simboliza as revoltas populares da Primavera Árabe e que ecoou agora no centro de Amã, onde mais de dois mil manifestantes exigiram ao rei Abdullah da Jordânia que abdique do poder.

Contra a pobreza no país, mas sobretudo contra a inflação, este protesto foi convocado depois da subida exponencial dos preços dos combustíveis. Só o gás para uso doméstico aumentou 54 por cento.

Uma das manifestantes relembrava que “o ajuntamento dura há três dias, sem respostas; o inverno está a chegar, os combustíveis são cada vez mais necessários e ninguém responde ao que é pedido.”

Um morto, 71 feridos e 157 detidos, é o balanço desde a passada terça-feira, quando a indignação jordana voltou a sair à rua, instigada pela Irmandade Muçulmana. O governo tem justificado os aumentos com um défice descontrolado e com a urgência de um pedido de resgate ao FMI.