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França contesta capa da revista "The Economist"

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França contesta capa da revista "The Economist"

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A “França não é um doente da Europa” ou acusações de sensacionalismo são apenas algumas das muitas reações oficiais à capa da revista britânica “The Economist” desta semana.

“Baguetes” enroladas numa bandeira tricolor e com um pavio: a revista defende que França é uma “bomba-relógio”, que ameaça o euro, tendo em conta a ausência de reformas ambiciosas, o estado da economia e das contas públicas. Um conjunto de fatores que, diz, pode incendiar de novos os mercados.

Para o governo francês trata-se de uma caricatura e uma análise desatualizada.

Mas uma francesa afirma: “Honestamente, estou um pouco chocada porque não é a imagem que quero dar do meu país, mas ao mesmo tempo não está longe do que penso. Estou preocupada com a atual situação económica e não vejo como é que as atuais medidas nos podem tirar desta situação.

Segundo a Comissão Europeia e o FMI, a economia francesa deverá crescer escassos 0,2% este ano. Já o desemprego, nos 10,2%, atinge máximos de 17 anos. A dívida deverá chegar os 90% do PIB, com as despesas a representarem 56% da riqueza nacional, a maior percentagem da zona euro.

Neste contexto, muitos economistas não acreditam que o governo francês possa reduzir o défice para os 3% do PIB no próximo ano. A estratégia de austeridade do executivo baseia-se, sobretudo, na subida dos impostos, enquanto o clima empresarial se degrada.

Após seis meses no poder, o presidente viu a popularidade afundar-se e uma das poucas medidas anunciadas foi o programa de ajuda às empresas, para recuperar a competitividade perdida.