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França e Alemanha desmentem avaria no "motor da Europa"

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França e Alemanha desmentem avaria no "motor da Europa"

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França e Alemanha tentam dissipar rumores sobre uma enésima “avaria” do chamado “motor da Europa”.

Desta feita, não coube ao presidente Hollande, mas ao seu primeiro-ministro – o germanófono Jean Marc Ayrault – a tarefa de afastar as dúvidas de Berlim sobre a economia francesa e garantir que Paris não vai ser a próxima capital a ser contagiada pela crise do euro.

Mensagem recebida por Angela Merkel, pelo menos a nível oficial:

“A França e a Alemanha estão de acordo para reforçar a cooperação, em especial em matéria político-económica. Queremos uma França forte e a França quer uma Alemanha forte para podermos ter uma Europa forte”.

A cinco dias de uma nova cimeira europeia, dedicada ao próximo orçamento da UE e com a Grécia à espera de uma nova tranche de ajuda, o primeiro-ministro francês assegurou que Berlim e Paris continuam em sintonia.

“O importante é fazer tudo para manter a Grécia na zona euro, existe um consenso em torno deste objetivo essencial. As decisões deverão ser anunciadas muito em breve”, afirmou Ayrault.

Com um alegado relatório alemão sobre as finanças francesas ainda a pairar sobre as relações entre os dois líderes, Ayrault obteve em Berlim uma desforra simbólica. Uma taxa de crescimento da economia francesa, no terceiro trimestre, nos 2%, igual à da Alemanha, e acima da média da zona euro, segundo os dados revelados pelo instituto de estatística francês.