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Gaza divide comunidade internacional

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Gaza divide comunidade internacional

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O conflito em Gaza volta a dividir a comunidade internacional entre o apoio a Israel, vindo dos Estados Unidos e a solidariedade com os palestinianos, expressa pelo vizinho Egito.

O primeiro-ministro egípcio desloca-se hoje a Gaza para, segundo algumas fontes, tentar mediar um acordo de cessar-fogo.

Em Washington, o senado adotou, esta noite, uma resolução em que apoia o direito à autodefesa do estado israelita.

Para o porta-voz do departamento de Estado, Mark Toner: “Esta violência é instigada pelo Hamas. Como dissemos no nosso comunicado de ontem, renovamos os nossos pêsames aos familiares das vítimas, israelitas inocentes e civis palestinianos. Mas temos que ser claros sobre quem é o responsável por esta violência”.

Os três dias de ataques fazem temer o pior no território palestiniano, depois da violenta ofensiva israelita de três semanas em 2009. Os habitantes começaram a armazenar comida em previsão de um longo conflito, que se prevê tão perigoso para Israel quanto para um enfraquecido Hamas, cada vez mais à mercê de novos grupos terroristas ligados à Al-Qaida.

Para o enviado do quarteto para a paz no Médio Oriente e antigo primeiro-ministro britânico, Tony Blair:

“A curto prazo é necessário uma acalmia nesta escalada de violência, ou seja que se suspendam os ataques, pois se os ataques continuarem dos dois lados, vamos continuar a ver israelitas inocentes a morrer e palestinianos inocentes a morrer”.

O Egito tinha convocado, esta noite, uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU que terminou sem qualquer consenso ou declaração. O secretário geral da ONU, Ban Ki Moon, deverá deslocar-se à região na terça-feira, num momento em que os Estados Unidos apelaram ao Egito e à Turquia para que intervenham junto do Hamas para que suspenda o lançamento de “rockets” sobre Israel.