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Gotovina: "herói" para croatas e criminoso de guerra para TPI

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Gotovina: "herói" para croatas e criminoso de guerra para TPI

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Um criminoso de guerra para a justiça internacional e um “herói” da luta pela independência do país, para uma parte da população croata, que esta noite, multiplicou as manifestações contra o que considera ser uma “injustiça”.

O Tribunal Penal Internacional (TPI) para a ex-jugoslávia vai pronunciar-se esta sexta-feira sobre o recurso do ex-general Anton Gotovina contra uma sentença de 24 anos de prisão. Acusado de crimes de guerra, Gotovina, assim como o ex-general Mladen Markac – condenado a 18 anos de prisão – afirmam ambos estarem inocentes.

Em causa está a operação “tempestade”, lançada em 1995 pelos militares croatas, e com o apoio do presidente de então, Franjo Tudjman, para reconquistar a auto-proclamada républica sérvia da Krajina.

Para uma parte da população croata, esta operação foi a “batalha final” depois da declaração de independência do país da ex-jugoslávia.

Gotovina e Markac são acusados, no entanto, da morte de mais de 320 militares e civis após a rendição e da deslocação forçada de mais de 90 mil sérvios da região.

A captura e processo de Gotovina, no âmbito de uma cooperação reforçada com o TPI, foi uma das “moedas de troca” para a entrada da Croácia na União Europeia, prevista para julho do próximo ano.