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Grécia espera acordo entre europeus e FMI

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Grécia espera acordo entre europeus e FMI

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Haverá um novo perdão da dívida grega? A pergunta estará no centro da nova reunião do euro grupo, na terça-feira, mas opõe os europeus ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

Jens Weidmann, membro do Banco Central Europeu, é um dos poucos que evoca a possibilidade da reestruturação da dívida, mas apenas como recompensa se Atenas cumprir as promessas. Já a Alemanha recusa aceitar perdas com a dívida helénica, embora o FMI diga ser crucial.

A questão é urgente e levou Christine Lagarde, diretora do FMI, a interromper o périplo pela Ásia. Sobre a necessidade de um acordo urgente, Lagarde afirma: “É uma questão de trabalhar duramente, de forma decidida, tendo a certeza de que nos focamos no mesmo objetivo que é assegurar que a Grécia pode funcionar de forma sustentável, pode recuperar, pode reerguer-se e aceder aos mercados o mais depressa possível”.

Em Atenas, após a aprovação do orçamento, espera-se a chegada da nova fatia de ajuda de mais de 30 mil milhões de euros. Mas o desacordo prolonga-se.

A dívida grega deverá ascender no próximo ano a 190% do PIB, tornando-se difícil baixar para 120% do PIB, o nível que o FMI considera sustentável, em 2020.

No início do ano, os credores privados perdoaram mais de cem mil milhões de euros a Atenas. Mas os credores públicos não participaram e agora recusam.