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Israel vai suspender ataques a Gaza durante visita de dignitário egípcio

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Israel vai suspender ataques a Gaza durante visita de dignitário egípcio

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O primeiro-ministro israelita, Benjamin Nethanyahu anunciou esta manhã que vai suspender os ataques sobre Gaza, durante a visita ao território do primeiro-ministro egípcio.

Hisham Qandil é esperado esta tarde na Faixa de Gaza, oficialmente para mostrar a sua solidariedade com o povo palestiniano. Algumas fontes indicam, no entanto, que Qandil deverá tentar obter um acordo de cessar-fogo entre as duas partes, ao terceiro de dia de conflito.

O exército israelita tinha retomado, esta madrugada, o bombardeamento de vários alvos estratégicos na cidade, no quadro da operação batizada “pilar defensivo”.

O mais recente ataque teria atingido um dos edifícios do ministério do Interior do Hamas, segundo o porta-voz do Tsahal.

O exército israelita afirma ter realizado entre 130 e 150 raides aéreos durante a noite, enquanto o Hamas afirma ter lançado mais 11 “rockets” sobre território israelita.

Cerca de 30 mil reservistas israelitas foram colocados em alerta face à eventualidade de uma ofensiva terrestre.

Segundo fontes do Hamas, pelo menos 19 palestinianos morreram até agora na sequência de mais de 466 raides aéreos que provocaram pelo menos 150 feridos na faixa de Gaza.

O primeiro-ministro do Hamas, Ismael Haniyeh, voltou a garantir, esta noite, que irá responder a todos os ataques de Israel, acusando o Tsahal de ter iniciado a escalada de violência ao matar na quarta-feira, o chefe militar do movimento islamita.

O ministro da Defesa israelita, Ehud Barak, insurgiu-se na televisão contra o ataque palestiniano que visou Telavive na quinta-feira, a primeira ação do Hamas a atingir a cidade em mais de 20 anos de conflito.

Dois “rockets”, um dos quais de fabrico iraniano acabaram por cair nos arredores da cidade e sobre o mar, sem provocar vítimas.

Israel afirma ter sido alvo de mais 270 rockets lançados da faixa de Gaza, tendo desviado 130 engenhos graças ao escudo antimíssil “Iron Dome”. O número de baixas israelitas eleva-se a 3 mortos e mais de 55 feridos.

Um conflito “pré-eleitoral” que ocorre a dois meses das legislativas israelitas, estratégico para um primeiro-ministro e um ministro da Defesa que tentam reunir e reconquistar os respetivos partidos políticos.