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Nem a visita histórica do PM egípcio trava a violência em Gaza

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Nem a visita histórica do PM egípcio trava a violência em Gaza

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Nem a visita histórica a Gaza do primeiro-ministro egípcio conseguiu travar a espiral de violência entre o Hamas e Israel.

Israel prometeu ao Egito parar com os bombardeamentos a Gaza durante a visita de 3 horas de Hisham Kandil, mas o Hamas afirma que o Tsahal continuou com os ataques. O exército israelita nega.

Ao terceiro dia, a escalada de violência parece não ter fim, o que deixa a União Europeia “extremamente preocupada”, nas palavras de Catherine Ashton, a responsável pela diplomacia europeia.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon visita Israel e o Egito na próxima semana para tentar estabelecer uma trégua.

O bombardeamento de alvos estratégicos na cidade de Gaza prosseguiu esta manhã, no quadro da operação batizada “pilar defensivo”.

Segundo fontes do Hamas, pelo menos 21 palestinianos morreram até agora na sequência de mais de 320 raides aéreos que fizeram pelo menos 150 feridos na faixa de Gaza.

O primeiro-ministro do Hamas reafirmou que irá responder a todos os ataques de Israel, acusando o Tsahal de ter iniciado a escalada de violência ao matar na quarta-feira, chefe militar do movimento islâmico.

Face à eventualidade de uma ofensiva terrestre, Israel colocou em alerta cerca de 16 mil reservistas.

O ministro da Defesa israelita Ehud Barak insurgiu-se contra o ataque palestiniano de quinta-feira que visou Telavive, a primeira ação a atingir a cidade em mais de 20 anos de conflito. Dois rockets, um dos quais de fabrico iraniano caíram nos arredores da cidade e no mar, sem provocar vítimas.

Israel afirma ter sido alvo de mais 50 rockets lançados da faixa de Gaza quando o primeiro-ministro egípcio estava no enclave. Três israelitas morreram e mais de 55 ficaram feridos desde o arranque da espiral de violência que ocorre a dois meses das legislativas. Uma pré-campanha eleitoral em que primeiro-ministro e
ministro da Defesa tentam unir e reconquistar os respetivos partidos políticos.