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A "primavera árabe" solidária com os palestinianos de Gaza

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A "primavera árabe" solidária com os palestinianos de Gaza

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Sexta-feira foi dia de oração nos países muçulmanos, mas também de protestos contra a ofensiva israelita em Gaza.

O conflito representa um novo teste aos regimes islamitas saídos da chamada “primavera árabe”, como no vizinho Egito, onde milhares de pessoas saíram às ruas em solidariedade com os palestinianos.

O presidente Mohamed Morsi classificou ontem a ação israelita como “uma agressão contra a humanidade”, num momento em que a diplomacia do país tenta negociar um cessar-fogo entre os dois campos.

Na Tunísia, uma manifestação reuniu mais de 3 mil pessoas na capital, antes da visita do ministro dos Negócios Estrangeiros do país a Gaza, prevista para este sábado.

“Estamos aqui para mostrar a solidariedade dos países da primavera árabe com os palestinianos e os habitantes de Gaza que resistem à ocupação”, afirma uma manifestante em Túnis.

O primeiro-ministro tunisino tinha ontem apelado a uma reunião de urgência do conselho de segurança da ONU para adotar sanções contra Israel.

A sexta-feira foi também de protestos em Istambul, onde o governo islamita moderado acusou Israel de levar a cabo uma “ofensiva eleitoralista”, antes das legislativas de janeiro.

O primeiro-ministro turco Recep Erdogan desloca-se este fim de semana ao Egito para discutir a situação em Gaza, tendo apelado à comunidade internacional a pôr fim ao que considera ser “a atitude agressiva de Israel”.