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Israel bombardeia sede do governo do Hamas após convocar 75 mil reservistas

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Israel bombardeia sede do governo do Hamas após convocar 75 mil reservistas

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Os ataques israelitas sobre Gaza aumentaram de intensidade esta noite, depois de o governo ter convocado 75 mil reservistas do exército.

Uma convocação inédita, depois de 10 mil reservistas terem sido chamados durante o conflito de 2008 e 60 mil durante a segunda guerra do Líbano, num momento em que Israel poderia estar a preparar uma nova ofensiva terrestre.

Esta noite, os “drones” e os F-16 israelitas voltaram a sobrevoar o território palestiniano, tendo atacado 85 “alvos terroristas” na cidade de Gaza, assim como na zona de Rafah, junto à fronteira com o Egito e porta de entrada do armamento do Hamas.

A sede do governo do Hamas, assim como da polícia em Gaza terão sido destruídas por vários mísseis, horas depois de terem sido evacuadas.

Na quinta-feira, Israel tinha já destruído o edifício do ministério do Interior do Hamas durante um ataque noturno.

O presidente norte-americano Barack Obama renovou, esta noite, o apoio ao direito à autodefesa de Israel, durante uma conversa telefónica com o primeiro-ministro Benjamin Nethaniahu, tendo também pedido ao presidente egípcio, Mohamed Morsi, para que pressione o Hamas a pôr fim aos ataques sobre Israel.

Na sexta-feira, os rockets do movimento islamita tinham conseguido atingir os arredores de Jerusalém, um dia depois de Telavive, sem provocar danos nem vítimas.

Desde o início do conflito, na quarta-feira, que mais de 29 palestinianos e três israelitas morreram no fogo cruzado entre rockets e mísseis.

Fontes próximas do exército israelita sublinham que a ofensiva é antes de mais uma manobra de “dissuasão”, num momento em que o Hamas tem vindo a receber armas e equipamento iraniano graças à instabilidade na região egípcia do Sinai.

A escalada de violência ocorre a dois meses das legislativas israelitas e quando, quer o primeiro-ministro quer o ministro da Defesa, Ehud Barak, tentam reforçar o apoio e a popularidade dos respetivos partidos políticos.