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Tunísia solidária com Gaza avisa Israel que as coisas mudaram


Faixa de Gaza

Tunísia solidária com Gaza avisa Israel que as coisas mudaram

Israel prossegue, este sábado, a um ritmo constante, os raids aéreos sobre Gaza, depois de, durante a noite, ter atacado vários edifícios do governo do Hamas no enclave, incluindo os escritórios do primeiro-ministro, Ismail Haniyeh.

Mas Gaza e o Hamas estão cada vez menos isolados. Depois da visita, na sexta-feira, do novo primeiro-ministro egípcio, a Faixa de Gaza recebeu, este sábado, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Tunísia, também ele oriundo da nova ordem pós-Primavera Árabe. Uma nova ordem que Rafik Abdessalem fez questão de lembrar a Israel: “Israel tem de compreender que muitas coisas mudaram e que muita água correu debaixo da ponte árabe. Israel tem de tomar consciência de que não pode agir como quer, que já não goza de uma imunidade total e que não está acima da lei.”

Desde o início da operação “Pilar da Defesa”, na quarta-feira, 38 palestinianos morreram e mais de 300 ficaram feridos. Do lado israelita, três civis morreram e quatro soldados ficaram feridos.

O governo israelita convocou, entretanto, 75 mil reservistas do exército. Uma convocação inédita num momento em que Israel está disposto a avançar com uma ofensiva terrestre. “Se necessário, avançaremos com uma vasta operação terrestre”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiro, Avigdor Lieberman.

Israel tem sido atingido pelos roquetes disparados de Gaza pelo Hamas. Foi o caso aqui, em Beer Tuvia. Na sexta-feira, os roquetes do movimento islamita tinham conseguido atingir os arredores de Jerusalém, um dia depois de Telavive, sem provocar danos nem vítimas.

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