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Fundos de coesão vítimas da austeridade europeia

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Fundos de coesão vítimas da austeridade europeia

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A política de coesão europeia pode ser a principal vítima no próximo orçamento europeu plurianual. A última proposta do presidente do Conselho prevê um corte de 30 mil milhões de euros, dinheiro que não chegará aos projetos de desenvolvimento das regiões mais pobres da União.

Dezasseis países, sobretudo do leste da europa e do sul, liderados por Portugal e Polónia, juntaram-se para defender a política regional como um factor essencial de crescimento.

Na semana passada, o Primeiro-ministro polaco, Donald Tusk explicou em Bruxelas, que “melhorar os gastos não deve significar não gastar nenhum dinheiro. Somos a favor de uma abordagem equilibrada de cortes potenciais no orçamento. Esses cortes devem ser feitos de forma equilibrada em todas as políticas europeias.”

A reforma da política regional altera os equilíbrios entre as regiões mais pobres do leste e do sul e as do centro que já se desenvolveram mas ainda não chegaram a ricas. Zonas que entretanto entraram para a nova categoria de regiões de transição, com PIB entre 75 e 90% da média europeia.

Espanha, por exemplo, que aproveitou a política regional para desenvolver a área dos transporttes, pode vir a perder 30% das ajudas. Uma má notícia para um país já em crise. Iñigo Méndez de Vigo, ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, lembra “queremos chegar a um acordo, mas não queremos um mau acordo. Ou seja, se não chegarmos a um bom acordo, nada será decidido.”

A correspondente da euronews, Margherita Sforza lembra que “todos estão de acordo: é necessário poupar, mas onde aplicar os cortes? Em todas as regiões europeias ou apenas aos mais ricos, como pedem os “amigos da coesão”? Esta batalha começa na Cimeira Europeia desta semana.”