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Obama 'puxa dos galões' na Ásia para promover parceria transpacífica

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Obama 'puxa dos galões' na Ásia para promover parceria transpacífica

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Barack Obama iniciou um périplo de três dias pelo sudeste asiático para reorientar a política do país na Ásia-Pacífico.

A Tailânda é a primeira etapa da primeira viagem oficial depois da reeleição do presidente norte-americano. Este país é um antigo aliado dos Estados Unidos, como sublinhou Obama, que nasceu no Hawai e passou parte da infância na Indonésia. Ele mesmo se define como o primeiro presidente “pacífico” dos Estados Unidos. Um jogo de palavras para conseguir potenciar o papel de Wahington em relação à China, cada vez mais forte no mercado mundial.

A primeira-ministra tailandesa, Yingluck Shinawatra, anunciou a participação do seu país nas negociações do Acordo Estratégico Transpacífico de Associação Económica (TPP).

O projeto de parceria transpacífica foi lançado pelos Estados Unidos e atraiu dez outros países dos dois lados do Oceano Pacífico que pretendem concluir um vasto tratado comercial. O Japão também pretende discutir, ou mesmo aderir. Mas as discussões bilaterais com Obama vão decorrer mais tarde.

O Banco Mundial vaticina um crescimento de 8% nesta região para 2013, nomeadamente em Mnyamar, segunda escala de Obama.

Professor, Thitinan Pongsudhirak, da Universidade de Chulalongkorn em Tailândia:

“Do ponto de vista dos interesses do setor privado, os Estados Unidos foram um pouco a reboque. A seguir aos europeus, aos países da ASEAN, da China, e por aí fora. Os americanos, principalmente os empresários, querem agora recuperar o tempo perdido. Penso que aproveitaram a viagem do presidente Obama para promover interesses económicos e comerciais”.

Mnyamar tem 48 milhões de habitantes, recursos naturais com abundância e mão de obra barata, situa-se entre a China e a Índia e é o alvo perfeito para as grandes empresas americanas depois do aligeiramento das sanções dos Estados Unidos. Para Washington, esta aproximação também serve para afastar o regime birmanês da Coreia do Norte.