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Israel: batalha da informação e da contra informação

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De  Euronews
Israel: batalha da informação e da contra informação

<p>Israel e o Hamas enfrentam uma nova batalha: a da comunicação e da contra informação.</p> <p>Em resposta aos ciber ataques dos grupos xiitas libaneses, do Hezbollah e de Anonymous, o exército israelita está a usar as redes sociais e a internet para ganhar esta guerra da comunicação.</p> <p>Luis Carballo, da euronews esteve na sede das forças de defesa isarelitas, onde se centraliza a ação.</p> <p>Atualmente estão a trabalhar duas células, em Jerusalém e Telavive, com um número indeterminado de efetivos, que pode rondar os 5000, entre militares e jovens contratados, mesmo no estrangeiro.</p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="fr"><p>120+ trucks of supplies from <a href="https://twitter.com/search/%23Israel">#Israel</a> are waiting at <a href="https://twitter.com/search/%23Gaza">#Gaza</a> border crossing. <a href="https://twitter.com/search/%23Hamas">#Hamas</a> is firing rockets at the crossing. Trucks can't enter now.</p>— IDF (@IDFSpokesperson) <a href="https://twitter.com/IDFSpokesperson/status/270807550251909120" data-datetime="2012-11-20T08:35:25+00:00">Novembre 20, 2012</a></blockquote> <script src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>Avital Leibovich é porta-voz do Exército de Israel para os Media internacionais: </p> <p>“O objetivo é realmente tentar chegar a um público em todo o mundo, um público que nem sempre recebe as notícias dos Media tradicionais pela via eletrónica. Queremos conseguir essa audiência e influenciar o mais possível a fluidez de informações e conteúdos visuais”.</p> <p>O exército israelita contratou os melhores estudantes de informática no país e da diáspora, desde 2008 para a chamada operação Pilar da Defesa. Mais de 300 foram recrutados e muitos mais vão chegar. No entanto, Israel já está presente na quase totalidade das plataformas disponíveis na internet.</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" lang="fr"><p>How long is <a href="https://twitter.com/search/%2315seconds">#15seconds</a>? That's all some residents of southern <a href="https://twitter.com/search/%23Israel">#Israel</a> have before the rocket hits. <a href="http://t.co/AWaqaHYE" title="http://www.youtube.com/watch?v=gsm-mEy38pQ">youtube.com/watch?v=gsm-mE…</a></p>— IDF (@IDFSpokesperson) <a href="https://twitter.com/IDFSpokesperson/status/270446328729960448" data-datetime="2012-11-19T08:40:04+00:00">Novembre 19, 2012</a></blockquote> <script src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> Avital Leibovich, Israel Defense Forces: <p>“Há uma diferença entre uma organização militar e as redes sociais. Porquê? Porque um militar é mais fechado, mais duro, é diferente.<br /> As redes sociais são exactamente o contrário, são interativas, abertas, mais emocionais. Mas a principal vantagem é que temos pessoas como Topaz e os amigos, com 18 anos, que nasceram com este tipo de realidade e por isso são tão criativos. Nós beneficiamos desta criatividade”</p> <p>Topaz:</p> <p>“Tudo o que divulgamos é publicado em inglês, francês e espanhol simultaneamente. Este é um exemplo dos folhetos que distribuimos aos civis de em Gaza. É também um exemplo do que fazemos. Agora estou na página em francês, a nossa página no facebook em francês.”</p> <p>Cada vídeo, cada twitt, cada palavra, passa através de filtros. A conta no Twitter das forças israelitas de Defesa tem mais de 200 mil seguidores, entre eles, os jornalistas estrangeiros que cobrem o conflito. </p> <p><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/XeglNGPQPrk" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p> <p>As redes sociais foram determinantes na Primavera Árabe e contribuíram para fazer cair ditadores. Israel espera também conseguir a simpatia da opinião pública mundial.</p> Luis Carballo, correspondente da euornews em Jerusalém: <p>“Perante estes muros há batalhas, há séculos. A que enfrenta agora Israel com o Hamas combate-se com as com as armas de sempre mas também com outra muito diferente: a internet. Com esta versão 2.0 da guerra, Israel quer reverter o axioma que diz que habitualmente ganha no campo de batalha mas frequentemente, perde a guerra da comunicação.” Em Jerusalém, Luis Carballo para a euronews.</p> <p>Yuval Dror, israelita, perito em novas tecnologias na Faculdade de Rishon Letzion, perto de Telavive, analisa o impacto da nova estratégia: </p> <p>“As redes sociais têm duas mensagens: a primeiro centra-se exclusivamente na conversa, ou seja, não é um caminho unidirecional, é uma conversa em duas direcções e as forças isralitas de defesa querem participar nela.<br /> O segundo aspecto é que tentam evitar os intermediários, os jornalistas, para se dirigirem diretamente à audiência, porque pensam que os intermediários, por vezes, não contam como devem as histórias .”</p> <p>Dror assegura que o risco de usar as redes sociais para cobrir este tipo de conflitos é que se banalize a guerra:</p> <p>“Posso perceber que queiram usar o Twitter, posso perceber o Facebook…mas o Tumblr? E o <a href="http://www.flickr.com/photos/idfonline/" rel="external">Flickr?</a>? Talvez seja o estilo adolescente, mas esta é uma guerra com baixas, com imensos danos, e talvez a estejam a banalizar demais. Estão a tornar isto um evento diário. Há muitas críticas a este respeito: talvez as redes sociais não constituam plataformas ideais para os conflitos.</p> <p>Dror considera que a estratégia da Defesa isarelita (<span class="caps">IDF</span>) abre um precedente para outros em termos de comunicação:</p> <p>“Até agora, não tínhamos visto um exército regular utilizar as redes sociais com tal intensidade, e não ficamos por aqui, porque a informação hoje passa pelas redes sociais, é o futuro dos Media. A audiência está lá, milhões de pessoas estão no Facebook e é com elas que se pretende comunicar, enquanto estão online em casa. É algo sem precedentes e outros vão seguir o exemplo.”</p> <p>A questão é saber se a estratégia funciona. Será que a melhor comunicação pode bater o poder das imagens dos civis palestinianos a serem retirados dos escombros?</p> <p>“Tomemos o exemplo que sugeriu, sobre o edifício atingido por um missil, onde muitas pessoas morreram. Um lado da história, é mostrar quantas crianças morreram. O outro lado da história, que não sei se é o caso, pode ser o de um terrorista no interior do prédio, e esse terrorista, num local com bastantes civis, tenha desencadeado um ataque suicida por saber que a defesa israelita não o vai procurar. Assim, é a mesma história, mas sob duas perspetivas. No passado, a Defesa israelita foi acusada de não contar a história toda. Mas, desta vez, estamos num tempo em que não se permitem erros. A Defesa israelita conta as histórias diretamente ao público. Será que isso os vai ajudar. Não sei, mas é um bom esforço.”</p> <p><script type="text/javascript" src="http://infomous.com/cloud_widget/25321?width=600&height=300&setFrame=true&maxWords=40"></script></p>