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Egito: o "fiel da balança" da trégua em Gaza

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Egito: o "fiel da balança" da trégua em Gaza

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Com a trégua em Gaza, o novo governo egípcio quer voltar a ser o “fiel da balança” da paz no Médio Oriente.
 
O executivo islamita foi o primeiro a tentar obter uma trégua com o Hamas, ao início do conflito e o único mediador apoiado pelos Estados Unidos.
 
No acordo obtido esta noite, o Cairo quer ser mais do que o garante do cessar-fogo, como lembrou o ministro dos negócios estrangeiros Mohammed Kamel Amr.
 
“O Egito vai prosseguir os seus esforços para concretizar o objetivo de pôr fim à divisão entre palestinianos e de obter a reconciliação do povo palestiniano”. 
 
A acalmia do conflito representa agora uma nova oportunidade para relançar as discussões de paz, embora com um Mahmoud Abbas mais marginalizado do que nunca.
 
Para Hillary Clinton a trégua é igualmente um teste para ambos os campos:
 
“Temos que concentrar-nos num resultado durável que promova a estabilidade regional e ponha em destaque a segurança, a dignidade e as legítimas aspirações dos palestinianos e dos israelitas”.
 
Clinton sublinhou o papel essencial da diplomacia egípcia para o acordo desta quarta-feira que parece afastar as dúvidas que pairavam sobre o governo islamita moderado.
 
Próximo da irmandade muçulmana, como o próprio Hamas, o presidente egípcio tinha anunciado a trégua como “o fim da agressão israelita contra Gaza”.