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Interesses nacionais dificultam acordo no orçamento comunitário

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Interesses nacionais dificultam acordo no orçamento comunitário

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A cimeira europeia extraordinária sobre o orçamento
comunitário começou com cerca de duas horas de atraso, devido à demora das reuniões bilaterais entre os chefes de Estado e de Governo e os presidentes da Comissão e do Conselho Europeu.

A cimeira extraordinária tem como objetivo alcançar um acordo sobre o orçamento comunitário para 2014-2020, um compromisso difícil, face às diferenças existentes entre os Estados-membros.

Angela Merkel assegurou que vai trabalhar de forma “construtiva” para garantir um acordo mas defendeu que a despesa não deve ser demasiado elevada em tempos de consolidação fiscal.

“Trata-se do futuro da União Europeia, do investimento na pesquisa e desenvolvimento, de melhor utilizar o dinheiro. Cada euro tem ser bem utilizado”, disse a chanceler alemã.

Os países economicamente mais poderosos
reclamam cortes profundos, enquanto os países com economias mais frágeis rejeitam descidas tão substanciais.
As ameaças de veto multiplicaram-se nas últimas horas, com diversos Estados-membros a considerarem “inaceitável” a mais recente proposta elaborada por Van Rompuy, que deverá ser hoje reformulada, depois de consultas com os 27 líderes, e que prevê cortes no envelope financeiro global na ordem dos 80 mil milhões de euros relativamente à proposta inicial da Comissão.
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