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Cimeira da União Europeia sobre o orçamento 2014-2020 caminha a passos largos para o fracasso

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Cimeira da União Europeia sobre o orçamento 2014-2020 caminha a passos largos para o fracasso

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Sem surpresa, a família europeia continua dividida quanto ao orçamento da União para o período 2014-2020.

A cimeira começou com três horas de atraso, depois de uma longa jornada de encontros bilaterais entre os líderes dos 27 e o presidente do Conselho Europeu. Os trabalhos foram suspensos apenas duas horas depois e serão retomados ao final da manhã de hoje, mas unanimidade só existe na ideia de que não será possível chegar a um acordo para já.

A França está mais satisfeita com a nova proposta apresentada por Herman Van Rompuy, mas François Hollande afirma que “não” pode “aceitar que os países mais ricos da UE venham solicitar cheques, abatimentos e descontos e que a França tenha de contribuir para isso. Portanto, todos têm de fazer um esforço”, defendeu o presidente francês, que continua insatisfeito com a dimensão dos cortes na Política Agrícola Comum de cuja França é a principal beneficiária.

Angela Merkel expressa já a “esperança que a próxima proposta” permita uma maior aproximação de posições, admitindo alguns avanços esta sexta-feira, mas duvidando que seja possível alcançar um acordo. A chanceler alemã reafirma que só deve ser possível fechar o orçamento numa futura cimeira.

A nova proposta de Rompuy reduz os cortes nas áreas da coesão e agricultura, sacrificando os fundos para a competitividade, crescimento e emprego.

As negociações bilaterais entre o presidente Herman Van Rompuy e os chefes de Estado duraram bastante mais do que o previsto, um sinal que demonstra a que ponto as negociações sobre o orçamento plurianual são difíceis e delicadas. A esperança num acordo está presa por um fio.