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Israel-Gaza: kibbutz em alerta máximo

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Israel-Gaza: kibbutz em alerta máximo

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O Kibbutz Mefalessim fica apenas a 2 km de Gaza. A população, normalmente, ronda os 800 habitantes, na maioria, judeus da Argentina. Agora, só ficaram 400; os outros partiram para abrigos seguros em Israel. O cessar-fogo é bem visto, mas com otimismo moderado.

As ruas do Kibbutz – vila fechada e autosuficiente – estão desertas. As medidas de segurança de urgência ainda se mantêm. Todos têm de ouvir permanentemente as informações na rádio, atualizadas de hora a hora – a maioria das casas tem abrigo anti-bombas, em betão reforçado.

Claudio Mairovich, responsável pelas medidas de emrgência do kibbutz:

“ – Não mudou nada a nível de segurança. Pela experiência que temos em cessar-fogo, é como experimentar um motor que não ligamos há muito tempo: falha um par de vezes, quebra-se a trégua dentro de horas ou de dias…e, de uma forma ou outra, adotamos um tempo de segurança para ver se a trégua se transforma em realidade”.

Há falta de movimento. No supermercado só está a comerciante.

- Não está muita gente, hem?

- Não, estão todos em casa.

As medidas de segurança foram reforçadas em todo o território israelita, há alguns dias. Neste kibbutz, os residentes patrulham dia e noite e há mais soldados nas entradas e saídas para evitar insfiltrações dos palestinianos no perímetro de segurança, como já aconteceu.

Durante os oitos dias que durou o Pilar de Defesa, nenhum dos 1506 roquetes lançados de gaza para Israel atingiu o kibbutz.

Claudio Mairovich:

“Temos refúgios para as paragens de autocarros. Quando as crianças vêm esperar o autocarro de manhã, para irem para a escola, vão entrando nos diferentes abrigos, de diferentes cores, porque são precisos abrigos para 40/50 crianças. Há que ter em conta que, desde o alerta, só têm 7 segundos para se abrigarem, até que caia algo”.

O kibbutz Mefalessim foi construido em 1949, quase ao mesmo tempo que o moderno Estado de israel. A operação Pilar de Defesa tem um certo ar de déjà vu.

“Desde 1949, neste kibbutz a poucos km de Gaza, já se assistiu a muitas guerras, a que se seguem tréguas rompidas por outras guerras. O esquema é quase sempre o mesmo e as guerras passadas recordam que o que se escreve no papel não corresponde sempre à realidade.
Este kibbutz, como todos os da zona, continua em estado de alerta máximo.”

Luis Carballo, no kibbutz Melfassim, para a euronews.