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Tensão no Cairo

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Tensão no Cairo

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Tensão no Cairo onde milhares de pessoas se manifestaram contra o reforço dos poderes presidenciais anunciado ontem pelo actual chefe de Estado.
 
A violência foi inevitável entre o movimento da oposição e os  simpatizantes do presidente egípcio, Mohammed Morsi.
 
“As pessoas não podem aceitar que um presidente se apodere das autoridades legislativas, executiva e judicial, tudo sob o seu controlo. Ele merece o que está a passar”.
 
“São decisões de um  ditador, mesmo  Mubarak não chegou a isto quando controlava o poder”
 
Em Alexandria, populares furiosos invadiram e incendiaram a sede do partido islamita de Morsi, o da Justiça e Liberdade. Pelo menos 15 pessoas ficaram feridas em Alexandria.
 
No Cairo, uma multidão voltou a ocupar a praça Tahrir como nos dias da revolução.
 
O presidente  Mohamed Morsi discursou para os seus apoiantes concentrados frente ao palácio presidencial.
 
Diante de milhares de partidários explicou as medidas. Morsi acusou alguns juízes de planearem dissolver a Câmara Alta e explicou que essas decisões têm por objetivo “limpar as instituições” e “destruir as infraestruturas do antigo regime”.
 
Os protestos ocorrem um dia após Morsi ter emitido emendas constitucionais por decretos que reforçam o próprio poder da presidência e dão imunidade aos parlamentares que redigem a nova Constituição do país.
 
A União Europeia emitiu um comunicado no qual pediu a Morsi que “respeite o processo democrático” no Egito.