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Eleições antecipadas na Catalunha com independência e crise da dívida como pano de fundo

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Eleições antecipadas na Catalunha com independência e crise da dívida como pano de fundo

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Com a independência e a crise da dívida em pano de fundo, a Catalunha vai a votos este domingo numas eleições antecipadas que devem reeleger o presidente da região, mas sem a maioria que Artur Mas tem pedido.

Os nacionalistas da coligação Convergência e União (CiU) encerraram a campanha, esta sexta-feira, e Artur Mas passou a sua mensagem ao mundo em inglês:

“A Catalunha é uma das nações mais antigas da Europa e do mundo. Estamos a tentar construir uma maioria alargada no próximo domingo para construir o futuro da nossa nação, o futuro dos 7,5 milhões de pessoas deste país”.

Historicamente rica, a Catalunha entrou em rota de colisão com Madrid por causa do governo do Partido Popular recusar dar mais autonomia orçamental à região.

Por causa da cimeira europeia, Mariano Rajoy não esteve presente no comício de encerramento mas, desde Bruxelas, manifestou confiança em que “a sensatez e o bom senso”, prevaleçam no sufrágio.

A candidata do PP, Alicia Sanchez Camacho, apelou ao “voto na unidade” que “garanta a coexistência na Catalunha e não divida a sua população”.

A Catalunha é a região mais endividada de Espanha, em termos relativos e absolutos, e os cinco planos de ajustamento já aplicados só acabaram por suscitar protestos, greves e reforçar as aspirações nacionalistas.