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Oposição egípcia regressa à praça Tahrir contra "novo faraó"

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Oposição egípcia regressa à praça Tahrir contra "novo faraó"

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A praça Tahrir no Cairo voltou a ser ocupada esta noite pelos manifestantes, ao final de uma jornada marcada por vários protestos contra o presidente Mohamed Morsi.

Cerca de 26 partidos laicos afirmam que não vão abandonar o local até que o chefe de estado anule a declaração constitucional de quinta-feira que lhe lhe permite concentrar todos os poderes do país.

Os manifestantes acusam Morsi de “golpe de estado” e de trair a revolução que derrubou Osni Mubarak, no ano passado.

“Estou aqui porque votei em Mohamed Morsi mas este não foi capaz de fazer nada positivo. Pensávamos que era um candidato melhor que Ahmed Shafiq e que iria fazer qualquer coisa pelo país”, afirma um manifestante.

No Cairo e Alexandria, assim como em Port Said e Suez há registo de confrontos entre manifestantes e polícia, num momento em que tanto a ONU como os Estados Unidos expressaram dúvidas quanto ao rumo do chefe de estado.

Morsi dirigiu-se a milhares de apoiantes frente ao palácio presidencial para garantir que está comprometido com a revolução e que as suas medidas têm apenas como objetivo protegê-la e acelerar a transição política no país.

O chefe de estado islamita tinha demitido na quinta-feira o procurador geral do país por acusações de corrupção.

Uma decisão que coloca Morsi, democraticamente eleito, ao nível do antigo presidente Osni Mubarak em termos de controlo de todos os poderes do país.