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Uma segunda revolução começou no Egito

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Uma segunda revolução começou no Egito

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Continuam no Cairo os protestos e os confrontos entre manifestantes e polícia que lançou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar a multidão.

Uma reação ao anúncio, quinta-feira, do presidente Mohamed Mursi que anunciou medidas de reforço de poderes provocando a ira da oposição, num país que saiu há pouco de uma ditadura de 30 anos.

A mais alta autoridade judicial do Egito, o Conselho Superior da Magistratura Judicial, denunciou este sábado as novas prerrogativas das decisões de Morsi o que considera ser um ataque sem precedentes contra a independência do Poder Judiciário e suas decisões.

Juízes da segunda principal cidade do Egito anunciaram que farão uma greve contra o decreto do presidnete.

Em um comunicado, o presidente da Associação de Juízes de Alexandria anunciou “a suspensão das atividades em todos os tribunais e administrações judiciais das províncias de Alexandria e Beheira até que se acabe a crise provocada pela declaração” constitucional de Mursi.

As tendas voltaram as ser instaladas pelos opositores na emblemática Praça Tahrir, epicentro da revolta de 2011, onde os manifestantes dizem que só deixarão quando o decreto presidencial for revogado.