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Egito: um presidente no "banco dos réus"

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Egito: um presidente no "banco dos réus"

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A justiça egípcia vai analisar o polémico decreto constitucional do presidente no próximo dia 4 de Dezembro, num momento em que a praça Tahrir é palco, pelo quinto dia, de protestos contra o chefe de estado.

Mohamed Morsi reuniu-se esta segunda-feira com o conselho superior da magistratura para rebater as acusações de abuso de poder, depois de ter demitido o procurador geral por suspeitas de corrupção.

Desde a semana passada que os protestos contra o alegado “golpe de estado” do presidente inflamam a oposição laica que exige que Morsi anule a decisão.

Desde o início dos protestos que um manifestante pró presidente morreu e outras 370 pessoas ficaram feridas nos confrontos entre os dois campos.

A oposição a Morsi enterrou hoje um manifestante morto na semana passada, antes desta nova crise, durante o aniversário dos confrontos junto ao ministério do Interior.

Pressionado pela comunidade internacional, Morsi defendeu o decreto, afirmando que faz parte do processo de transição política no país e da necessidade de pôr fim ao que chama de “classe corrompida” pelo anterior regime.