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Eurogrupo aplica novo remédio à cura de austeridade grega

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Eurogrupo aplica novo remédio à cura de austeridade grega

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O acordo da noite de segunda-feira, em Bruxelas, foi saudado em Atenas, por entre novas manifestações contra as medidas de austeridade.

A Grécia deverá receber a nova tranche do resgate da “troika” no próximo dia 13 de Dezembro, cerca de 34.400 milhões de euros aos quais se somam 9.300 milhões de euros nos primeiros meses do próximo ano.

Os ministros das Finanças da zona Euro puseram fim, ontem, a várias semanas de impasse, com um acordo que parece mudar o “remédio” na cura de austeridade.

Face à pressão do FMI, os ministros decidiram perdoar 20% da dívida de Atenas – cerca de 40 mil milhões de euros – até 2020, de forma a reduzir a dívida dos atuais 175% para 124% do PIB, dentro de oito anos.

Um “perdão” que está ainda longe das expetativas gregas e cujos efeitos e contra-indicações suscitam questões dentro e fora do país.

Para o líder da oposição grega (Syriza, extrema-esquerda), Alexis Tsipras, “As negociações e as discussões e o compromisso envolveram apenas Angela Merkel e Christine Lagarde. A solução não inclui a Grécia, nem um plano viável para o país, e não se trata de uma solução”.

O primeiro-ministro grego que tinha anunciado ter esgotado as reservas do país há 10 dias, felicitou-se com o acordo.

“Todos os gregos vão encontrar decisões positivas no acordo de ontem. O impeto das reformas e da regeneração da Grécia está a ser reforçado. A Grécia vai ser competitiva, orientada para a Europa, um país com cidadãos orgulhosos, com uma democracia moderna e uma sociedade unida”.

A zona euro aceitou ainda reduzir as taxas de juro dos empréstimos do Fundo de resgate europeu a Atenas, assim como uma moratória de 10 anos sobre o reembolso dos juros.

Uma medida que deverá beneficiar igualmente outros países sob assistência, como Irlanda e Portugal.