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O veneno que "ressuscitou" Arafat

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O veneno que "ressuscitou" Arafat

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O antigo presidente da autoridade palestiniana está longe de “descansar em paz”, depois de ter sido sepultado, em Rhamallah, pela segunda vez.

Oito anos após a sua morte em Paris, o corpo de Yasser Arafat tinha sido exumado, esta manhã, no quadro de uma investigação franco-suíça às causas da morte do líder palestiniano.

Vários médicos forenses recolheram amostras dos restos mortais que deverão ser analisadas em laboratório, para averiguar se contêm vestígios de polónio 210.

Um documentário do canal Al-Jazeera, difundido há alguns meses, avançava a hipótese do envenenamento de Arafat com esta substância altamente radioativa.

Para o responsável da comissão de médica, Abdallad al-Bashir:

“A comissão médica, os toxicólogos e os cientistas pensam que o presidente Arafat foi envenenado. Se depois da análise das amostras ficar provada a existência de polónio 210 então teremos apurado a verdade. Se, pelo contrário, não encontrarmos nada poderemos pensar que se tratou de outro tipo de veneno”.

Os resultados das análises deverão ser conhecidos dentro de cerca de três meses. A autoridade palestiniana não descarta a possibilidade de apresentar uma queixa junto do Tribunal Penal Internacional, caso se confirmem as suspeitas da alegada responsabilidade israelita.

A exumação de Arafat, criticada por alguns palestinianos, ocorre num momento em que a Autoridade Palestiniana prossegue a batalha pelo reconhecimento do estatuto do território na ONU.