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Concluída primeira parte do novo sarcófago de Chernobil

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Concluída primeira parte do novo sarcófago de Chernobil

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Foi concluída esta terça-feira a primeira parte do novo sarcófago que irá cobrir o reator acidentado da central nuclear de Chernobil, na Ucrânia.

A cúpula de cinco mil toneladas de aço foi elevada a uma altura de 22 metros a curta distância do reator, sobre o qual deverá deslizar num carril especialmente construído para o efeito.

O diretor de projeto Nicolas Caille, diz que “é único, nunca ninguém construiu um arco deste tipo, todo o ‘design’ foi extremamente complicado e necessitou de mais de dois milhões de horas de trabalho. A fabricação e elevação foi relativamente mais fácil”.

O novo sarcófago deverá estar concluído em 2015 e custará mil e quinhentos milhões de euros. A estrutura não vai simplesmente substituir a atual proteção, em fim de vida e na qual foram detetadas fissuras, mas contará também com equipamento de descontaminação.

O diretor da agência de supervisão de risco IAG, Carlo Mancini, explica que, no futuro, “será necessário descobrir um local para transferir o material radioativo, para que não fique enterrado para sempre. Mas esse local ainda não existe”.

A nova estrutura tem uma longevidade estimada de um século. Vinte e seis anos depois da explosão do reator número quatro de Chernobil, a Zona de Exclusão de trinta quilómetros em redor do local, inabitável, é a testemunha trágica de um dos piores acidentes nucleares do planeta.

O correspondente da euronews, Sergio Cantone, afirma que “um dos principais riscos, atualmente, é a infiltração de água das chuvas no antigo reator, com a possibilidade de que partículas radioativas sejam transferidas para o solo. A nova estrutura deverá conter este risco”.