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Governo afegão interferiu na investigação à fraude no Kabul Bank

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Governo afegão interferiu na investigação à fraude no Kabul Bank

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O governo afegão é acusado de proteger várias personalidades no escândalo de corrupção do Kabul Bank.

A comissão de inquérito ao buraco de mais de 900 milhões de dólares, em empréstimos fraudulentos, denunciou hoje a interferência do poder político no processo judicial.

O responsável da comissão anti-corrupção, Drago Kos, afirma:

“Cerca de 935 milhões de dólares desapareceram em empréstimos e 66,2 milhões desapareceram sob a forma do chamado reembolso sem empréstimo. O governo afegão teve que gastar 825 milhões de dólares para resgatar o banco para garantir os depósitos”.

A justiça afegã tinha indiciado por fraude 22 pessoas, entre as quais o ex-presidente e o diretor geral do banco.

Na lista dos suspeitos não se encontram no entanto os irmãos do presidente Karzai e do vice presidente Fahim, ambos antigos acionistas da instituição.

O sistema fraudulento, em vigor entre 2006 e 2010 levou o Kabul Bank, financiado pela comunidade internacional a roçar a falência, obrigando o FMI a suspender temporáriamente o envio de ajuda a Cabul.