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Palestina à beira de tornar-se estado (não-membro) da ONU

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Palestina à beira de tornar-se estado (não-membro) da ONU

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O reconhecimento de um estado palestiniano ganha cada vez mais apoiantes entre os países europeus, na véspera da proposta ser submetida à votação da Assembleia Geral da ONU.

Estados Unidos, Israel e Alemanha afirmaram já que vão votar contra o projeto que prevê o reconhecimento dos territórios palestianos como estado não-membro das Nações Unidas.

Washington vai mais longe e afirma mesmo estar contra qualquer tomada de posição e Israel ameaça com represálias em caso de uma decisão favorável.

Entre os mais ambíguos encontra-se o Reino Unido, depois do responsável da diplomacia, William Hague, ter afirmado que Londres poderá abster-se na votação, caso não sejam satisfeitas certas condições:

“Como explicámos antes, está fora de questão votarmos contra a proposta, mas para a apoiarmos necessitamos de algumas garantias e emendas. Antes de mais, a Autoridade Palestiniana deve indicar a vontade de regressar à mesa das negociações sem quaisquer condições prévias”.

Sem surpresas, França votará a favor:

“Já votámos a favor do reconhecimento da Palestina na UNESCO e como se lembram, o presidente François Hollande tinha defendido a mesma posição durante a campanha. E é por isso que na próxima quinta ou sexta-feira, quando a questão for colocada, a França vai dizer ‘sim’ com convicção”, garantiu ontem o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Laurent Fabius.

Portugal, Espanha, Suíça, Áustria, Dinamarca, Noruega e Turquia já afirmaram que vão apoiar a proposta de Mahmoud Abbas, como uma solução para garantir a paz no território.

Um apoio festejado em Rhamallah: “Estamos a avançar, Israel os Estados Unidos e um punhado de países vão descobrir que estão do lado errado da moralidade, do lado errado da justiça e do lado errado da lei”, afirmou Hanan Ashrawi, do comité executivo da OLP.

Para ser aprovada, a proposta necessita do apoio de 2/3 da Assembleia Geral, até agora apenas 18 países afirmaram que irão votar contra a proposta, segundo os palestinianos.

Mahmoud Abbas tinha apresentado em setembro passado uma proposta que contemplava o reconhecimento integral do território como membro da ONU, rejeitada pelo Conselho de Segurança.

O reconhecimento do novo estado ocorre num momento em que a Cisjordânia e a faixa de Gaza permanecem divididas, entre o controlo do Hamas e do Fatah (autoridade palestiniana).

Para os apoiantes da “candidatura” palestiniana, o reconhecimento da comunidade internacional – ainda que tímido – poderá ser um sinal positivo para relançar a reconciliação entre os dois movimentos palestinianos e consequentemente, as negociações de paz com os israelitas.