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"Voos da morte" julgados na Argentina

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"Voos da morte" julgados na Argentina

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Começou na Argentina o julgamento dos responsáveis pelos chamados “voos da morte” – a eliminação sumária de milhares de opositores, durante a ditadura militar.

Esta é uma vitória, sobretudo, para as mães da Praça de Maio, as mães dos desaparecidos que continuam a não saber o que aconteceu aos filhos.

No banco dos réus está Alfredo Astiz, considerado um dos torcionários do regime, condenado num outro processo, em 2011, a prisão perpétua. Outros nomes de peso da repressão da junta militar, Jorge Acosta “o tigre” e Julio Poch estão igualmente a ser julgados.

Este mais recente julgamento refere-se aos voos que partiam todas as semanas de Buenos Aires e lançavam ao mar os opositores. Só assim, terão desaparecido 30.000 pessoas, segundo os grupos de direitos humanos.

Este processo e o do ano passado, que culminou na condenação de Astiz, foram tornados possíveis com a anulação, em 2003, das leis de amnistia que protegiam os criminosos do regime.