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Liberdade de imprensa: Será preciso regular os órgãos de comunicação social?

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Liberdade de imprensa: Será preciso regular os órgãos de comunicação social?

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O Reino Unido está dividido: De um lado, os média e grande parte da classe política; do outro, os cidadãos vítimas dos abusos da imprensa e que querem mais controlo sobre os órgãos de comunicação social.

Após 18 meses de trabalho, na sequência do escândalo das escutas telefónicas que levou à extinção do News of the World, o relatório sobre a regulação da imprensa já está nas mãos do primeiro-ministro britânico.

O caso levou David Cameron a considerar “inaceitáveis” algumas práticas, mas agora o primeiro-ministro pode enfrentar um terramoto político dentro do próprio partido conservador se o relatório apontar para uma nova lei da imprensa com mais mecanismos de controlo e não apenas a atual autorregulação através da chamada Comissão de Queixas, que apenas faz recomendações.

Os órgãos de comunicação temem um ataque “à liberdade de imprensa”, algo que, para um editor do jornal The Indepentent demorou anos a alcançar e pelo qual “muitas pessoas no mundo lutam neste momento para terem nos seus países”. A ideia de “o Estado ter qualquer tipo de controlo ou influência sobre a imprensa é aberrante”, segundo Chris Blackhurst.

O relatório do juiz Brian Leveson incide sobre quarto pontos: a imprensa e o público, a imprensa e a justiça, as relações dos órgãos de comunicação e os políticos e propostas para um regime de regulação dos média.

Se seguir as indicações para uma maior regulação, David Cameron enfrentará a ira dos média e mesmo da classe política, senão serão as vítimas dos abusos da imprensa que prometem criticar o primeiro-ministro.