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OCDE: Retoma económica de Espanha é remota

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OCDE: Retoma económica de Espanha é remota

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A perspetiva de uma retoma económica em Espanha é remota: quem o diz é a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). No relatório, a organização defende a implementação de reformas estruturais ao nível fiscal e laboral. A OCDE propõe, por exemplo, aumentar o IVA para 21% para mais bens e serviços e baixar ainda mais as indemnizações por despedimento.

Angél Gurria, secretário-geral da OCDE, diz que “não se trata de atacar os direitos dos trabalhadores, de retirar direitos ou reivindicações já obtidas, mas de abrir o apetite pela criação de empregos”.

A OCDE estima que a economia espanhola se mantenha em recessão até 2014.

Este ano, o PIB espanhol deverá contrair 1,3%, o desemprego atingir o valor recorde de 25% e o défice rondar os 8,1% do PIB.

A prioridade imediata de Espanha deve ser o setor bancário, de acordo com a OCDE, que aplaude a reforma em curso e propõe o desmantelamento dos bancos não viáveis.

Com o dinheiro europeu a caminho dos bancos, o ministro espanhol das Finanças, Luis de Guindos, afirmou: “Levamos a cabo um importante processo de consolidação, reestruturação e recapitalização. Ao mesmo tempo, pensamos que, nos próximos meses e trimestres, o setor financeiro fará o necessário, ou seja, ajudará a economia real”.

Enquanto Madrid pondera pedir um resgate completo, a OCDE aconselha os parceiros europeus a serem inequívocos e a terem o dedo no gatilho prontos a agir.