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Rússia: Justiça considera "extremista" o vídeo anti Putin das Pussy Riot e restringe o seu acesso na internet

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Rússia: Justiça considera "extremista" o vídeo anti Putin das Pussy Riot e restringe o seu acesso na internet

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“Extremista”, foi assim que um tribunal russo classificou o vídeo de protesto contra Vladimir Putin, gravado pela banda Pussy Riot na catedral ortodoxa de Moscovo.

O acesso à visualização do vídeo na Rússia foi restringido pela justiça. A página web e o blog das Pussy Riot na plataforma Livejournal também são afetados pela decisão dos tribunais.

Em fevereiro, as três jovens artistas da banda Pussy Riot entraram na catedral do Cristo Salvador, em Moscovo onde pediram à virgem para “correr” com Putin do poder.

A justiça condenou-as em agosto a dois anos num “campo de reeducação” por “hooliganismo motivado por ódio religioso”.

Agora, para banir o vídeo, o tribunal considerou que este contém “elementos de extremismo, em particular algumas palavras e ações que humilham diferentes grupos sociais com base na sua religião”.

Para o elemento da banda que viu a sua pena ser suspensa no recurso, esta nova decisão da justiça representa um ato de “censura”.

A condenação das jovens originou uma vaga de protestos no Ocidente. As Pussy Riot estão nomeadas para personalidade do ano pela revista Time.