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Desemprego na zona euro atinge novo recorde nos 11,7%

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Desemprego na zona euro atinge novo recorde nos 11,7%

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Não é um recorde de que ninguém se possa orgulhar: o desemprego na zona euro atingiu um novo máximo histórico em outubro nos 11,7%, mais 0,1% que no mês anterior.
 
Em 30 dias, perderam-se 173 mil empregos nos países da moeda única e as perspetivas são para que a situação ainda piore antes de uma eventual estabilização no segundo semestre do próximo ano.
 
Espanha continua a ser a campeã europeia, com 26,2% da população ativa sem trabalho. Segue-se a Grécia com 25,4%, segundo dados referentes a Agosto. O pódio do desespero completa-se com Portugal onde a taxa de desemprego subiu uma décima em outubro para 16,3%, renovando o triste recorde registado em agosto.
 
No extremo oposto, a Áustria onde apenas 4,3% da população não tem trabalho. Na Alemanha, o desemprego cresceu em novembro, pelo oitavo mês consecutivo, mas a taxa manteve-se inalterada nos 6,9%, próximo de um mínimo de duas décadas.
 
Desde o início da crise, o desemprego na zona euro subiu quase 4 pontos percentuais, de 7,8% em outubro de 2008 para os 11,7% no mesmo mês de 2012.
 
Quase 26 milhões de pessoas estão desempregadas na União Europeia. Na zona euro, o número para outubro é de 18 milhões e 700 mil desempregados e os jovens são as grandes vítimas do desmembramento do setor produtivo na Europa.
 
Na faixa abaixo dos 25 anos, a taxa de desemprego chegou quase aos 24% em outubro na zona euro. Na Grécia 57% dos jovens não têm trabalho. Em Espanha, são 55,9%. Em Portugal, o desemprego jovem está nos 39,1%.