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Egito: os rostos da contestação

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Egito: os rostos da contestação

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Políticos, juízes e jornalistas estão na linha da frente da contestação.

O projeto de Constituição tem, agora, de ser ratificado pelo presidente antes de convocar um referendo.

Na origem da contestação, aquilo a que chamam de atentado à liberdade de imprensa, à atuação da justiça, mas não só.

“A declaração constitucional anunciada está morta à nascença porque coloca limites à liberdade de todos os cidadãos.

A revolução foi feita para reforçar a liberdade. Ora se a reduzimos, estamos a dar um passo atrás” afirma um homem.

Uma mulher acrescenta: “a nossa primeira reivindicação é a anulação da declaração constitucional. A segunda, não ao guia espiritual da Irmandade Muçulmana e, finalmente, não à hegemonia da Irmandade Muçulmana.”

“Fomos confrontados com duas opções: a má e a menos má. Uma implica aceitar, a outra vetar a declaração constitucional” conclui um egípcio.

Os manifestantes prometem não arredar pé da Praça Tahrir para evitar que o Egito mergulhe numa nova ditadura.

Euronews: “a tensão é elevada e a revolta está ao rubro. De um lado está a Irmandade Muçulmana, do outro a oposição, mas a decisão mais importante vai ser tomada nas ruas.”