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Guerra do aço em frança e Itália

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Guerra do aço em frança e Itália

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O declíneo da indústria, há décadas, é uma triste realidade em toda a Europa, nomeadamente em França e em Itália, onde a vontade de relançar o setor choca com a crise económica.

A decisão da Arcelor Mittal de fechar dois altos fornos na siderurgia de Florange em Moselle, colocou a indústria francesa e o governo em pé de guerra.

Arnaud Montebourg:

“Os métodos do grupo Mittal não são aceitáveis, apesar de serem os mesmos métodos usados na Bélgica e no Luxemburgo e em França. No entanto, a presença industrial da Mittal não é posta em causa em França.”

Os trabalhadores da siderurgia manifestaram-se diariamente contra o fecho e a possibilidade de nacionalização.

Laurence Parisot, presidenete da MEDEF, federação de empregadores de França:

“Trata-se de exercer pressão com esse tipo de declarações, fazer chantagem no âmbito de uma negociação, o que é inadmissível”, acusa a representante do patronato.

Em Itália, a siderurgia da Ilva, em Taranto, enfrenta os mesmos problemas.
As acusações de poluição levaram ao encerramento da maior siderurgia da Europa, que mais emprega na região.

Os operários ocuparam as fábricas, e outros manifestantes pediram a ajuda do governo em Génova e Roma.

“Queremos salvar o nosso local de trabalho que querem tirar-nos. Mão temos nada com os problemas de poluição. Estamos em risco de perder os nossos postos de trabalho”.

A siderurgia de Ilva constitui um verdadeiro quebra-cabeças para Mario Monti, dividido entre preocupações ambientais e económicas. O mesmo se passa com François Hollande. Se conseguir salvar Florange, o presidente francês conseguirá enviar uma mensagem positiva aos industriais.