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Presidente do Egito debaixo de forte contestação

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Presidente do Egito debaixo de forte contestação

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O presidente do Egito está debaixo de fogo, depois de ter promulgado um decreto constitucional que amplia os seus próprios poderes.

Esta quinta-feira, esteve na televisão, numa clara tentativa de acalmar a contestação. E garantiu que o polémico decreto vai vigorar por um curto espaço de dois meses:

“O decreto constitucional…bem, eu digo que este período terminará, imediatamente, depois de o Povo votar a nova Constituição que a Assembléia Constituinte está a acabar agora”.

Mohamed Morsi disse que estabeleceu um prazo de dois meses ao Parlamento, para terminar o projecto de Constituição que depois será sujeito a referendo popular.

Mas a polémica não acaba aqui. A sharia, ou lei islâmica, será inspiradora da nova lei fundamental e servirá de jurisprudência, para todos os assuntos em que a Constituição for omissa.

A oposição reagiu, em conferência de imprensa. Promete uma greve geral, podendo chegar a um movimento de desobediência civil.

Para esta sexta-feira, está marcada uma manifestação, convocada pela frente que congrega os partidos da oposição.

Estimam que um milhão de pessoas desfile pelas ruas do Cairo.

“O grande povo do Egito é capaz de defender a sua liberdade” – é este o mote para a manifestação.