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Reconhecimento da Palestina abre caminho à reconciliação entre Hamas e Fatah

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Reconhecimento da Palestina abre caminho à reconciliação entre Hamas e Fatah

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A Palestina, finalmente reconhecida como estado, 65 anos depois da resolução da ONU que dividiu a região entre árabes e judeus.

Foi com um apoio maciço da Assembleia Geral das Nações Unidas que a candidatura de Mahmoud Abbas foi aprovada ontem pela Assembleia Geral das Nações Unidas.

138 votos a favor, entre os quais os da grande maioria das nações europeias, 44 abstenções e apenas nove votos contra de um grupo reduzido liderado por Estados Unidos e Israel.

Uma decisão festejada na Cisjordânia e em Gaza que constitui um primeiro passo para a reconciliação entre o Hamas e o Fatah, que deverão reatar as discussões nos próximos dias.

Nas ruas de Rhamallah, uma habitante afirma:

“Penso que a minha vida vai mudar, mas vou sentir-me mais segura quando souber que os soldados israelitas não podem desembarcar na minha cidade e ocupá-la quando quiserem, pois ainda não somos uma nação”.

Outro palestiniano festeja:

“Foi por isto que mártires, prisioneiros e feridos lutaram, foi a isto que Yasser Arafat sempre aspirou. Hoje, sim, temos um estado palestiniano, temos o direito de existir e de resistir, e vamos continuar a resistir e a lutar por todo o território palestiniano”.

Um estado mas ainda não um país, a Palestina obtém assim o estatuto de observador na ONU, que poderia abrir caminho à candidatura ao tribunal penal internacional temida por Israel. O ministro dos Negócios estrangeiros palestiniano afirmou que o novo estado só avançará para o TPI se Israel continuar a construir colonatos ilegais na Cisjordânia.