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Egípcios contestam presidente Morsi

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Egípcios contestam presidente Morsi

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Manifestações contestam o presidente Moahmed Morsi, em várias cidades egípcias.

Em Alexandria, os manifestantes vieram para a rua, logo que se soube que uma comissão tinha votado favoravelmente um projecto constitucional, durante uma maratona parlamentar.

O projecto, segundo os contestatários, impõe severas restrições à liberdade de expressão e à liberdade religiosa.

Nesta cidade, houve também uma manifestação de apoio a Morsi e à Irmandade Muçulmana que ele lidera.

No Cairo, a manifestação teve maiores proporções e encheu a Praça Tahrir.

Quinta-feira, não havia ainda projecto constitucional. Mas com uma rapidez que ninguém percebe, a comissão votou favoravelmente os 234 artigos da proposta.

Esta pressa fez aumentar as desconfianças:

“A nossa principal reivindicação – diz uma manifestante – é o cancelamento do projecto constitucional. A nossa segunda exigência é o fim da governação do chefe da Irmandade Muçulmana. A terceira reivindicação? Acabar com a sua hegemonia”.

Outro manifestante diz a escolha é pelo mal menor:

“Fomos obrigados a escolher o menor de dois males. Ou aceitamos o projecto constitucional, ou a votação de uma Constituição que eles elaboraram”.

No centro da contestação está também a Comissão Constitucional, dominada por uma maioria islamita.

A Irmandade Muçulmana e os salafistas têm, em conjunto 70 por cento dos mandatos.