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Precipício fiscal: uma pedra no "sapatinho" de Obama

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Precipício fiscal: uma pedra no "sapatinho" de Obama

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Um precipício fiscal no “sapatinho” dos norte-americanos.

A quatro semanas do natal, democratas e republicanos parecem longe de um acordo sobre a forma de reduzir o défice orçamental e evitar uma subida generalizada dos impostos a partir do dia 1 de janeiro.

Barack Obama não hesitou em adaptar o seu discurso à época natalícia para defender uma subida dos impostos só para os mais ricos (rendimentos acima de 200 mil dólares para os particulares e 250 mil dólares para as famílias).

Como um “pai natal” da classe média, Obama visitou uma fábrica de brinquedos na Pensilvânia, com uma lista de republicanos mal comportados.

“Não posso aceitar e penso que é inaceitável para todos que um punhado de republicanos no congresso sequestre as isenções fiscais para a classe média simplesmente porque não querem que os impostos subam para os contribuintes mais ricos”.

Um discurso que está longe de convencer os republicanos que admitiram, pela voz do presidente republicano da câmara dos representantes, John Boehner que as negociações se encontram num impasse.

“Esta dívida não existe porque não taxamos suficentemente as pequenas empresas. Existe porque Washington continua a gastar demasiado. É errado aumentar os impostos para as pequenas empresas em vez de assumir uma decisão mais equilibrada que corte também nas despesas. Vai ser mais difícil fazer com que a nossa economica cresça”.

Sem um acordo entre os dois principais partidos, o país arrisca-se a entrar em recessão, segundo os economistas, face ao efeito conjunto de cortes na despesa e aumento de impostos que entram em vigor automaticamente no início do próximo ano -criando o chamado “precipício fiscal”.

Segundo uma sondagem do Emerson College de Boston os americanos encontram-se igualmente divididos entre os que apoiam uma subida de impostos e os que defendem mais cortes na despesa para fazer face ao défice do país.