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Braço de ferro entre poder político e judicial no Egito

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Braço de ferro entre poder político e judicial no Egito

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O Supremo Tribunal do Egito suspendeu os trabalhos por falta de condições.

Os juízes pretendiam avaliar a legalidade da Câmara alta do Parlamento e da comissão que redigiu o projeto de Constituição, mas a pressão exercida por centenas de islamitas falou mais alto.

Os apoiantes do presidente Mohammed Morsi cercaram o tribunal e impediram a entrada dos juízes no edifício.

O presidente do clube de Juízes, a principal associação de magistratura do país anunciou, entretanto, que pretende boicotar a consulta popular sobre a nova Constituição convocada pelo chefe de Estado para dia 15.

Em causa está a composição da Assembleia Constituinte que redigiu e aprovou a Magna Carta sem ouvir laicos e liberais. Forças que agendaram para esta terça-feira uma marcha até ao Palácio Presidencial em sinal de protesto.

A Assembleia goza de imunidade desde 22 de novembro, altura em que foi declarada indissolúvel pelo presidente egípcio.

Euronews: “Pela primeira vez desde o início dos anos 70, o Supremo Tribunal Constitucional não conseguiu deliberar sobre questões importante, neste caso, o Conselho Shura e a Assembleia Constituinte. Uma situação que reflete o impacto dos protestos a nível nacional.”