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Boicote a Morsi: juízes recusam supervisar referendo à nova constituição egípcia

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Boicote a Morsi: juízes recusam supervisar referendo à nova constituição egípcia

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Os magistrados egípcios aumentam a pressão sobre o presidente Mohamed Morsi, a duas semanas do referendo à nova constituição.

O Tribunal Constitucional decidiu ontem suspender os seus trabalhos, queixando-se de “ameaças” e da “pressão” de grupos e manifestantes próximos do presidente.

Em paralelo, o clube dos juízes, a principal associação dos magistrados egípcios, anunciou que vai boicotar a supervisão da consulta popular de dia 15 de dezembro, em protesto contra o decreto que alarga os poderes do presidente.

Face aos protestos da oposição liberal e laica na praça Tahrir, Mohamed Morsi garantiu ontem aos principais partidos políticos que o decreto será suspenso após o referendo à nova constituição.

Algumas fontes indicam que a oposição poderá igualmente apelar a um boicote da consulta popular, acelerada depois dos protestos e criticada face à proposta de manter a lei islâmica como inspiração do novo texto.

Os principais jornais egípcios somam-se às paralisações, tendo anunciando uma greve para amanhã (terça-feira, 4 de dezembro), para protestar contra a falta de garantias para a liberdade de imprensa no novo projeto de lei fundamental.