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Húngaros unidos contra as declarações anti-semitas da extrema-direita

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Húngaros unidos contra as declarações anti-semitas da extrema-direita

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Na Hungria, os protestos contra as declarações anti-semitas de um deputado da extrema-direita não páram.

Este domingo 10 mil pessoas, de todas as forças políticas, manifestaram-se no centro de Budapeste.

Marton Gyongyosi afirmou no parlamento que era “tempo de criar uma lista com os nomes dos membros do governo e do parlamento de origem judia porque eram um risco para a segurança nacional”.

“Isto é um partido nazista. Estão a reavivar estes movimentos e a noção que na Segunda Guerra Mundial levou ao assassínio de 600 mil judeus. Até agora ninguém levantou a voz contra este partido que faz isto abertamente”, protesta um manifestante.

Outro, conta:
“Eu vim aqui porque oito membros da minha família foram levados pelos nazis e só quatro é que voltaram. Eu era criança, tinha menos de seis anos e a minha mãe teve que educar-me sozinha”.

Muitos manifestantes exibiam estrelas amarelas, como as que identificavam os judeus no tempo do III Reich e, face às imagens da época, não controlavam a emoção.

O deputado tinha, na semana passada, esboçado um ligeiro pedido de desculpas, alegando que as suas palavras foram mal interpretadas.

O caso está a reunir, na constestação, todas as tendências políticas, um fenómeno muito raro na Hungria.