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Paris: julgamento de traficantes de crianças em nome da solidariedade

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Paris: julgamento de traficantes de crianças em nome da solidariedade

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Um grupo de trabalhadores franceses de alegada ajuda humanitária acusado de fraude está a ser julgado em Paris por tentativa de rapto de cerca de 100 crianças no Chade, em 2007.

Os seis trabalhadores da Arca de Zoé fretaram um avião para trazer crianças sudanesas para adoção que não eram orfãs e que as famílias francesas iam adotar como tal.

O escândalo foi enorme, principalmente quando se soube que as crianças eram do Chade e não do Sudão, e que as famílias francesas pagaram os custos logísticos da operação.

Os responsáveis pela ONG, Eric Breteau e a namorada Emilie Lelouch, vão ser julgados à revelia, pois estão na África do Sul.

Chegaram ao ponto de falsificar certificados com a menção de que os pais das crianças tinham sido assassinados no país vizinho.

Alain Peligat, um dos logísticos da ONG, reafirma que cada um executava a sua tarefa sem saber o que faziam os outros, era tudo compartimentado:

“Soubémos tudos pela televisão depois de sermos transferidos da prisão. Trabalhávamos imenso, cada um fazia a sua parte, 12, 13 e 14 horas por dia.”.

Os trabalhadores foram condenados por rapto a oito anos de trabalhos forçados no Chade. Depois foram transferidos para a prisão em França e, por fim, foram amnistiados pelo presidente do Chade.

Os líderes da operação recolheram milhares de euros junto das famílias candidatas à adoção de oefãos do Darfour.