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Futuro da Internet em debate no Dubai

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Futuro da Internet em debate no Dubai

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O Dubai vai acolher um debate inédito: nas próximas duas semanas, a Conferência Mundial de Telecomunicações Internacionais acolhe os representantes de 193 países que vão decidir o futuro da gestão da Net.

Alguns países, como a Rússia, a China e o Irão, pretendem transferir a gestão de Internet para os governos.

Outros, liderados pelos Estados Unidos e empresas privadas como a Google, pedem que a Internet continue livre e sem restrições como é digno das democracias…

Vint Cerf, considerado um dos pais da Internet avisa contra o perigo da censura e mesmo o completo bloqueio da net:

“A Internet está em perigo de muitas formas. Muitos países vêem-na como ameaça, especialmente, aqueles que têm problemas com a liberdade de expressão. Hoje em dia, mais de 40 países impõem algum tipo de censura na rede. Também vemos o perigo potencial em que alguns incorrem por participar e utilizar esta plataforma”.

Na semana passada, sem ir mais longe, um tribunal russo sentenciou que o vídeo das “Pussy Riot” é “extremista” e ordenou a retirada do site.

Os críticos asseguram que este é apenas um exemplo da política de alguns países, como a China, que querem regular o conteúdo e estrutura da internet dentro de fronteiras.

É evidente que o uso da internet se vai expandir radicalmente na próxima década, com quase todo o planeta com acesso à rede.

Até 2016, a UIT estima que o volume de dados na internet vai quadruplicar.
Mas a guerra não se limita à questão do conteúdo. Um dos pontos críticos da reunião é a conta da internet. Operadoras querem que empresas da web, como Google ou Microsoft, passem a pagar pelo volume de dados enviados e que exigem investimentos cada vez maiores por parte das empresas de telecomunicações.

Hoje, são apenas estas empresas que pagam para ampliar a infraestrutura. Mas agora querem partilhar a conta com quem envia os dados

As propostas de modificações contêm pontos polémicos, incluindo a inserção de termos vagos que podem permitir a censura e acesso a informações para fins obscuros.